terça-feira, 12 de abril de 2016

TDAH e Escolas
Antes de qualquer coisa, os professores devem fazer uma avaliação dos pontos abaixo:
  • Qual é a dificuldade mais importante do aluno com TDAH? O que mais atrapalha no desempenho escolar daquele aluno?
Ao conseguir responder essas perguntas, o professor cria melhores condições para traçar as estratégias que aplicará em sala de aula. Quando se conhece aquilo que de fato tem atrapalhado o bom desempenho de um determinado aluno fica mais fácil pensar em solução viáveis e eficazes.
Depois disso, o segundo passo importante é saber distinguir o que a pessoa com TDAH é capaz de fazer do que ele não é (principalmente ao lidar com comportamentos disruptivos) e assim não criar expectativas irreais. Talvez essa seja uma das partes mais difíceis, mas não desanime, observar o aluno e estudar sobre o TDAH são as melhores formas de se preparar para fazer essa ditanção sobre o que é sintoma e/ou consequencia do transtorno daquilo que não é. Nesse sentido, cuidado para não repreender o tempo todo: sintomas primários NÃO podem ser punidos!
Recompensar progressos sucessivos ao invés de esperar pelo comportamento perfeito! Essa é uma dica de ouro! Independente de ser alguem com TDAH, essa dica deve valer para todos e para todo processo de mudança importante. Para o TDAH é ainda mais válido porque tem mais dificuldade em lidar com recompensas a longo prazo.
  • Não deixar flutuações de humor ou cansaço interferirem no trabalho de inclusão e agir da mesma forma mesmo quando as situações se modificam. Na implementação das estratégias de sala de aula o papel do professor é de extrema importância, é quase imensurável a diferença que um professor informado e motivado corretamente pode fazer para seus alunos!!!
  • Todos os recursos abaixo podem e dever usados para as alunos TDAH. Construí-los de uma forma divertida e em grupo com os alunos ajuda ainda mais a engajá-los na importância de tais ferramentas.
    • Lembretes em agendas e/ou cadernos
    • Listas de tarefas
    • Anotações em provas e trabalhos
    • Quadro de Avisos e cronogramas, servindo como ferramentas organizadoras de horários e datas importantes.
    • Uma outra dica ainda dentro dessa dica é eleger juntos com os alunos alguns representantes para serem responsáveis por cada um desses recursos.
O importante é o resultado e não o processo. Esse é um dos conceitos da educação inclusiva que não pode ser perdido de vista. O ideal não é tentar encaixar a todo custo um aluno com especificidades em um modelo educacional que mais dificulta do que facilita o aluno com TDAH a desenvolver sua competência.
  • Conversar com a criança e seus pais sobre o método mais fácil de estudo em casa. Isso facilita muito a vida dos que tem TDAH. Proponha aos pais alguns “experimentos” de formas de estudos diferentes até que seja encontrada a mais adequada para aquele aluno, contanto que inclua uma programação de estudo com intervalos e assim não acumular matéria.
  • Ambientes com muitos distratores / estímulos externos devem ser evitados. Uma sala de aula deve contar apenas elementos necessários para a situação de aula daquele momento. Murais com muitas informações ficam melhor colocados nos corredores por exemplo. Músicas ou barulhos externos com frequência também devem ser evitados.
  • No ambiente escolar, evitar instruções muito longas e parágrafos muito extensos! Isso certamente será apreciado e facilitará o aprendizado de todos os alunos sem exceção.
    Por exemplo: Provas com enunciados longos funcionam muito mais como "armadilha" do que uma tentativa de escalrecimento da pergunta. Espaço entre as perguntas e clareza nas instruções são imprescindíveis para uma melhor realização de provas.
  • Uma boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os que tem TDAH é solicitar que um aluno a repita a instrução que você acabou de dar para a realização de uma determinada tarefa (alternância entre os alunos / aumenta a atenção de toda a turma)
  • Atividades que exijam maior integridade da atenção sustentada devem ser feitas preferencialmente no início da aula, ou seja, as tarefas que demandem mais atenção contínua por um péríodo de maior devem ser priorizadas e assim serem feitas no início da aula.
  • Por exemplo: Provas deverão acontecer no primeiro tempo de aula. No último tempo o aluno já teve várias aulas, de várias matérias, que acabam funcionando como elementos de distração e podem prejudicar todos os alunos, especialmente os que tem desnecessariamente.
  • Conscientizar os alunos com TDAH do tipo de prejuízo que o comportamento impulsivo pode trazer tanto para ele quanto para o grupo. Os alunos com TDAH precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o grupo. Isso deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno. Apenas sirva como uma conversa esclarecedora.
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Algumas estratégias Pedagógicas para alunos com TDAH.

Escrito por  
Algumas Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH:
Atenção, memória sustentada:
Algumas técnicas para melhorar a atenção e memória sustentadas

1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.
2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão... Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.
3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.
4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.
4 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.
5 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola.
6 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada.
7 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.
8 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.
9 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.
Tempo e processamento das informações
1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. 
2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.
3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.
4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.
5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.
6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.
7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.
Organização e técnicas de estudo
1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.
2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.
3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.
4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.
5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.
6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.
7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.
Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas
1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.
2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.
3 – Usar organizador gráfico  para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.
Inibição e autocontrole
1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.
2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.
3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.
4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO

 1-) Pessoas com Altas Habilidades são indivíduos com necessidades educacionais especiais, com direitos garantidos pela legislação brasileira e internacional. Porém, as iniciativas para o seu apoio ainda são insuficientes na sociedade brasileira
2-) Superdotados são educandos que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade nos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual, aptidão acadêmica, pensamento criador, capacidade de liderança, talento especial para arte, habilidades psicomotoras. Superdotados necessitam, portanto, atendimento educacional especializado
3-) Altas Habilidades, por lei, são consideradas EDUCAÇÃO INCLUSIVA, ou seja, educação especial, são espécie de necessidades especiais, como a deficiência também é.
4-) Por isso  O Alto Habilidoso necessita de estímulos educacionais diferenciados, já que é imprescindível o aprofundamento nas matérias de interesse, nas quais possui Alta Habilidade, e o equilíbrio nas demais, nas quais provavelmente apresentará deficiência, já que praticamente se interessará apenas pela área da qual gosta.
6-) Quantitativamente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) coloca a porcentagem dos Alto Habilidosos em 5% por cento de qualquer população. Ou seja, em uma empresa com 1.000 funcionários, 50 teriam Altas Habilidades. Em uma escola com 500 alunos, 25 teriam Altas Habilidades. Seguindo este raciocínio, temos 4 milhões de superdotados em São Paulo. Entretanto, o índice da OMS leva em conta somente pessoas com Altas Habilidades cognitivas, ou seja, não estão incluídos neste índice Habilidades Artísticas, Corporais, Musicais, etc.. A estimativa que se faz, segundo pesquisas da APAHSD, é de que a porcentagem de Altos Habilidosos em uma população, seja de 10% (dez por cento), em média.
Características do AH

As crianças com Altas Habilidades não devem apresentar, necessariamente, todas as características abaixo.
 (Dados extraídos de MEC 2007 – Quadro 5 – p.44)                
1 – Aprende fácil e rapidamente. 
2 – É original, imaginativo, criativo, não convencional.
3 – Está sempre bem informado, inclusive em áreas não comuns.
4 – Pensa de forma incomum para resolver problemas.
5  – É persistente, independente, auto-direcionado (faz coisa sem que seja mandado).
6 – Persuasivo, é capaz de influenciar os outros.
7 –  Mostra senso comum e pode não tolerar tolices.
8 –  Inquisitivo e cético, está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas.
9 - Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes.
10 - É esperto ao fazer coisas com materiais comuns.
11 - Tem muitas habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.).
12 –  Entende a importância da natureza (tempo, Lua, Sol, estrelas, solo etc.).
13  – Tem vocabulário excepcional, é verbalmente fluente.
14 –  Aprende facilmente novas línguas.
15 - Trabalhador independente.
16 – Tem bom julgamento, é lógico.
17  – É flexível e aberto.
18 –  Versátil, tem múltiplos interesses, alguns deles acima da idade cronológica.
19 - Mostra sacadas e percepções incomuns.
20 - Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros.
21 - Apresenta excelente senso de humor.
22  – Resiste à rotina e à repetição.
23  – Expressa idéias e reações, freqüentemente de forma argumentativa.
24 - É sensível à verdade e à honra.

No caso de Alto Habilidosos Cognitivos:
1- Vocabulário avançado
2- Perfeccionismo
3- Críticos
4- Contestadores
5- Não gostam de rotina
6- Grande interesse por temas abordados por adultos
7- Facilidade de expressão
8- Desafia professor e colegas
9- Conseguem monopolizar atenção de professor e colegas
10-Preferem geralmente trabalhar de forma individual

Por causa da falta de estímulo recebido em casa e na escola, estas crianças podem apresentar: 
1- Baixo rendimento escolar, por falta de interesse nos conteúdos ministrados pelas escola
2- Decepção e frustração por não se sentirem atendidos nem compreendidos.
3- Desinteresse nos estudos.
4- Comportamento inadequado. Muitas vezes confundido com: hiperativos, com crianças com distúrbios comportamentais ou déficit de concentração.


ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO

ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO

1-) Pessoas com Altas Habilidades são indivíduos com necessidades educacionais especiais, com direitos garantidos pela legislação brasileira e internacional. Porém, as iniciativas para o seu apoio ainda são insuficientes na sociedade brasileira
2-) Superdotados são educandos que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade nos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual, aptidão acadêmica, pensamento criador, capacidade de liderança, talento especial para arte, habilidades psicomotoras. Superdotados necessitam, portanto, atendimento educacional especializado
3-) Altas Habilidades, por lei, são consideradas EDUCAÇÃO INCLUSIVA, ou seja, educação especial, são espécie de necessidades especiais, como a deficiência também é.
4-) Por isso  O Alto Habilidoso necessita de estímulos educacionais diferenciados, já que é imprescindível o aprofundamento nas matérias de interesse, nas quais possui Alta Habilidade, e o equilíbrio nas demais, nas quais provavelmente apresentará deficiência, já que praticamente se interessará apenas pela área da qual gosta.
6-) Quantitativamente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) coloca a porcentagem dos Alto Habilidosos em 5% por cento de qualquer população. Ou seja, em uma empresa com 1.000 funcionários, 50 teriam Altas Habilidades. Em uma escola com 500 alunos, 25 teriam Altas Habilidades. Seguindo este raciocínio, temos 4 milhões de superdotados em São Paulo. Entretanto, o índice da OMS leva em conta somente pessoas com Altas Habilidades cognitivas, ou seja, não estão incluídos neste índice Habilidades Artísticas, Corporais, Musicais, etc.. A estimativa que se faz, segundo pesquisas da APAHSD, é de que a porcentagem de Altos Habilidosos em uma população, seja de 10% (dez por cento), em média.

Características do AH

As crianças com Altas Habilidades não devem apresentar, necessariamente, todas as características abaixo.
 (Dados extraídos de MEC 2007 – Quadro 5 – p.44)                
1 – Aprende fácil e rapidamente. 
2 – É original, imaginativo, criativo, não convencional.
3 – Está sempre bem informado, inclusive em áreas não comuns.
4 – Pensa de forma incomum para resolver problemas.
5  – É persistente, independente, auto-direcionado (faz coisa sem que seja mandado).
6 – Persuasivo, é capaz de influenciar os outros.
7 –  Mostra senso comum e pode não tolerar tolices.
8 –  Inquisitivo e cético, está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas.
9 - Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes.
10 - É esperto ao fazer coisas com materiais comuns.
11 - Tem muitas habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.).
12 –  Entende a importância da natureza (tempo, Lua, Sol, estrelas, solo etc.).
13  – Tem vocabulário excepcional, é verbalmente fluente.
14 –  Aprende facilmente novas línguas.
15 - Trabalhador independente.
16 – Tem bom julgamento, é lógico.
17  – É flexível e aberto.
18 –  Versátil, tem múltiplos interesses, alguns deles acima da idade cronológica.
19 - Mostra sacadas e percepções incomuns.
20 - Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros.
21 - Apresenta excelente senso de humor.
22  – Resiste à rotina e à repetição.
23  – Expressa idéias e reações, freqüentemente de forma argumentativa.
24 - É sensível à verdade e à honra.

No caso de Alto Habilidosos Cognitivos:
1- Vocabulário avançado
2- Perfeccionismo
3- Críticos
4- Contestadores
5- Não gostam de rotina
6- Grande interesse por temas abordados por adultos
7- Facilidade de expressão
8- Desafia professor e colegas
9- Conseguem monopolizar atenção de professor e colegas
10-Preferem geralmente trabalhar de forma individual

Por causa da falta de estímulo recebido em casa e na escola, estas crianças podem apresentar: 
1- Baixo rendimento escolar, por falta de interesse nos conteúdos ministrados pelas escola
2- Decepção e frustração por não se sentirem atendidos nem compreendidos.
3- Desinteresse nos estudos.
4- Comportamento inadequado. Muitas vezes confundido com: hiperativos, com crianças com distúrbios comportamentais ou déficit de concentração.


terça-feira, 10 de junho de 2014

MOMENTOS DE REFLEXÃO

Palavras que fazem a diferença 
Muitos dos que alcançam o sucesso o devem a palavras de estímulo de alguém.
Uma pessoa, professor, pai, esposa, amigo que confiou na capacidade dele e o incentivou a perseguir seus sonhos.
Por vezes, é somente apoio moral. De outras, ainda há algum gesto especial que motiva a criatura a tomar a decisão e ir em frente.
Conta-se que um escritor de renome, desde criança tinha um dom especial para criar histórias.
Morando em um país onde alguns poucos privilegiados tinham acesso à instrução, Amir se divertia lendo histórias e romances para um amigo seu.
Em verdade, o amigo era filho do empregado de seu pai. Por conseqüência, conforme o costume local, o menino era seu empregado.
Quase um escravo. Sempre pronto para tudo. Pois Amir gostava de ler. E o outro, de ouvir.
Nas tardes quentes, iam para debaixo de uma árvore, deitavam-se na relva e começavam seu ritual.
Numa dessas oportunidades, Amir pensou em pregar uma peça para o amigo.
Em vez de ler exatamente como estava no livro, começou a inventar a seqüência do enredo.
Quando concluiu, o amigo bateu palmas e lhe disse: Que história linda, Amir! Você devia ler mais histórias como essas.
Amir se surpreendeu. Tudo tinha saído de sua cabeça. Mas será que dava para confiar na opinião de um analfabeto?
Por isso, quando chegou em casa, escreveu seu primeiro conto. Uma história triste de um homem e de uma mulher que se amavam.
Mas, depois de um tempo, pela ambição do esposo, a felicidade se diluiu pois ele preferiu trocar as carícias da esposa por adquirir somas e somas de dinheiro.
Quando concluiu, Amir mostrou a história para o sócio de seu pai. Isso porque o pai nunca tinha tempo para ele, sempre imerso no mar dos negócios.
O sócio levou o conto para seu escritório e, no dia seguinte, o devolveu com um embrulho.
Quando Amir abriu o pacote, encontrou um caderno de capa de couro marrom, e um bilhete:
Adorei a sua história. Deus lhe concedeu um talento especial.
Cabe a você, agora, aperfeiçoar esse talento, pois alguém que desperdiça os talentos que Deus lhe deu é simplesmente tolo.
Você escreve corretamente do ponto de vista gramatical e tem um estilo interessante.
Minha porta está e sempre estará aberta para você. Estou pronto para ouvir qualquer história que tenha para contar! Bravo!
Seu amigo, Rahim.
Foi nesse caderno que Amir passou a escrever as suas histórias.
Anos depois, escritor consagrado, voltou a encontrar Rahim e lhe falou do caderno marrom. E de como aquele bilhete tivera importância em sua vida.
As palavras de dois amigos o fizeram definir-se pelo que sempre ele desejara e seu pai não apoiava.
* * *
A palavra foi dada ao homem para grandes coisas. Embora alguns a utilizem para a destruição, os homens de sabedoria dela se servem para edificação do Mundo melhor.
Envolvendo-a em afeto, sustentam vidas prestes a fenecer.
Burilando-a com correta adjetivação, incentivam o bem, os ideais nobres.
Desta forma, pense ao falar que, do seu verbo, pode depender a vida de muitos que o rodeiam.
Pondere, pois, sempre, antes de falar e fale com sabedoria, edificando, estimulando, incentivando.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4 do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, ed. Nova Fronteira.


terça-feira, 27 de maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Atividade 6: Gestão democrática e participativa: relatos das possibilidades

NA FOTO:
DIRIGENTE: JOSÉ ROBERTO VARUSSSA
PCNP EDUCAÇÃO ESPECIAL: EDNA MARIA GOUVÊA
PCNP MATEMÁTICA: CARLOS FONTANA
PCNP ARTE: REGINA REBELATTO
PCNP LÍNGUA PORTUGUESA: ELI SANTIAGO JUNIOR


O CINEMA VAI A ESCOLA - DIRETORIA DE ENSINO DA REGIÃO DE LIMEIRA
 Uma carta e algumas lembranças
Olá, amigos e amigas. 
Pode ser que alguns de vocês não me conheçam muito bem. Gostaria de me apresentar e falar um pouco sobre mim. Para isso vou ter que contar algumas pequenas histórias. Histórias dos que ajudaram a me tornar quem sou hoje. 
Devo minha existência à curiosidade constante e imaginação fértil que vocês – seres humanos – possuem, desde o tempo das cavernas, onde se reuniam em volta da fogueira para ouvir histórias, e o crepitar do fogo iluminava de forma especial as imagens pintadas nas paredes, que pareciam estar vivas. 
Tempos depois, cientistas buscavam formas de avançar no registro de imagens e colocá-las em movimento. Estavam descobrindo como funciona a visão humana, retendo imagens por um tempo na retina, inventando brinquedos e aparelhos. 
Quase ao mesmo tempo, alguns deles (Eadweard Muybridge, -Jules Marey, Thomas Edison e os irmãos Lumière) conseguiram realizar inventos que animaram imagens para estudar o movimento dos homens e outros seres vivos. Depois, produziram filmes para uma só pessoa espiar por um orifício. Em seguida, os projetaram em telas para que grupos de pessoas pudessem assistir a eles, nas feiras de ciência, vaudeviles, feiras ambulantes de espetáculos... 
Alguns deles pensaram que eu não duraria muito, pois, até então, as imagens produzidas retratavam somente a realidade – trens, fábricas, parques, incêndios, fatos do cotidiano... Vocês podem imaginar como eu causei reações diversas por onde passei nessa época: medo, surpresa, espanto, estranhamento. Não estavam acostumados naquela época a me ver e a ver em mim as fotografias animadas e histórias contadas com imagens. 
Nos Estados Unidos, um inventor com muito boas ideias (Thomas Edison) percebe que pode contratar pessoas interessantes para ir ao seu estúdio e fazer coisas que outras pessoas gostariam de ver e rever, pagando por isso. 
Na França, um mágico (Georges Méliès), ávido por novos números para mostrar em seu teatro em Paris, ficou muito feliz ao saber da minha existência e logo quis trabalhar comigo. Num desses momentos, seu aparelho de captar imagens falhou e essa falha lhe dá a ideia de como ele pode alterar a ordem das coisas, fazer mágica com as imagens em movimento, produzir novas realidades, interferir no fluxo do tempo. Eu, agora, graças a ele, ganho a possibilidade de contar histórias que não estão no mundo real, mas no imaginário de vocês, criar fantasia, ficções. Começo a ser chamado de sétima arte porque é possível ver em mim a continuidade e evolução das outras artes: teatro, literatura, escultura, música, dança e pintura. 
Como vocês estão sempre querendo ouvir e contar histórias, toda uma nova fase na minha jornada se inicia ao redor do mundo. 
Muitos vão escrever histórias e vão contá-las com minha ajuda. Mais e mais pessoas vêm trabalhar comigo, dividindo tarefas e funções: escrever, dirigir, iluminar, fotografar, atuar, criar cenários, montar figurinos, editar, distribuir, exibir... 
Para que eu chegasse a ser exibido para vocês em salas especialmente construídas para isso, primeiro teria que ser produzido por alguém e distribuído de um lugar a outro do mundo. Isso leva tempo e custa dinheiro. Este dinheiro investido por alguém será pago com os ingressos que vocês pagam nas bilheterias. Para que eu exista, o investimento é alto. Se minha arte-mãe, a fotografia, já era produzida por poucos, eu sou ainda mais. Isso sempre limitou um pouco a minha existência em alguns lugares. Mas continuo vivo e evoluindo, 116 anos depois da primeira vez que fui exibido num salão em Paris. 
Eu agora estou muito mais complexo em forma e conteúdo, sou documental e ficcional. Posso perceber que sou um, mas carrego muitos dentro de mim. Sou romance, sou comédia, sou épico, sou faroeste, sou suspense, sou policial, sou drama... 
Sinto muito orgulho daqueles que me ajudaram a produzir cenas e contar histórias que vocês ainda querem ver e ouvir repetidas vezes. Me emociono ao perceber que produziram cenas de dança memoráveis e contaram um pouca da minha trajetória em Cantando na Chuva; que contaram a história de um cientistas em conflito ético em Frankenstein; que em Cinema, Aspirinas e Urubus se retrata um pouco do que era a minha chegada em cidades pequenas que nunca me conheceram antes; que os percalços dos adolescentes buscando lidar com as mudanças na vida apareça de forma tão sensível em Billy Elliot; que documentaristas registrem fatos que acontecem num lugar do mundo que nem todos visitam em O Fim e o Princípio e eu permita que vocês vejam isso; que as intrincadas situações de poder e suas contradições na sociedade brasileira e o sincretismo religioso sejam apresentados em O Pagador de Promessas; que alguém se apaixone por alguém que está dentro de uma história que estou contando dentro da sala de exibição e se transporte para dentro da tela em A Rosa Púrpura do Cairo; que cômicos geniais, como Buster Keaton em A General, sejam fonte de fatos sociais e históricos; que a angústia da falta de emprego de um pai de família o leve a vagar pela cidade com seu filho em Ladrões de Bicicleta... Tantas histórias, tantos personagens, as sagas desses heróis se repetindo em ciclos que terminam e recomeçam, emocionando vocês porque se veem neles de alguma forma. 
Ah, são tantos os bons pedaços de mim espalhados no espaço/tempo da minha existência... Só posso agradecer a sua atenção carinhosa, me permitindo entrar em suas vidas através dos seus olhos e outros sentidos. Ao entrar na sua sala de aula, fico honrado em poder ajudar a despertar a curiosidade e o interesse por algum assunto ou área do conhecimento humano. Ainda mais feliz se eu suscitar perguntas e conversas sobre as histórias que há tempos as pessoas contam e aqueles que as assistem tiverem vontade de recontá-las.
Dizem por aí que me tornei o imaginário de vocês exibido nas telas. Isso me comove e motiva a continuar a ser a linguagem/técnica/arte que sou por muito tempo ainda. É um prazer conviver com vocês. 
Cordialmente, 
Cinema (1895-....) 

 Um dedo de prosa... 
Acreditamos que o cinema seja um discípulo da Sherazade, aquela que protege a todos que querem e se embrenham na arte de contar histórias. Nele se contaram e recontaram realidades da saga humana e podemos ver refletido nosso imaginário. Ciência e arte se conectam e alimentam entre si. 
Para sermos considerados mentalmente “normais”, segundo o neurocientista Oliver Sacks, temos que saber nos inserir numa narrativa, além de narrá-la com clareza, com certeza no século XX e neste que agora vivemos. O cinema nos ajuda a manter viva a arte da narrativa e nossa sanidade. 
Como estamos continuamente mudando como sociedade, o cinema também se transforma: passa por uma crise da diminuição das suas plateias, aumento dos valores dos ingressos, mudança na tecnologia dos lugares de exibição. Fato paradoxal, já que vivemos na era da imagem, presente em todos os aparelhos portáteis e lares na forma de computadores e televisores. Antes íamos ao cinema, agora o cinema está migrando para nossos lares e pertences pessoais. Estamos pelo mundo, principalmente nas grandes cidades, cercados de imagens... Tantas que nos inebriam a percepção, formando neblina de espectros com sentidos confusos. Enquanto isso, 116 anos depois daquela primeira exibição oficial de filmes dos irmãos Lumière, temos a seguinte situação em relação ao cinema em nosso país: 
- a grande maioria dos municípios do Brasil não possui salas de cinema; 
- desde os anos 1990, vemos uma retomada da produção audiovisual – temos leis de incentivo fiscal para que isso aconteça, melhorou a qualidade técnica da produção de filmes como um todo no Brasil. A questão que fica é: onde esses filmes serão exibidos? 
Nesse cenário surge o projeto “O Cinema vai à Escola”. Talvez para alguns alunos seja a grande oportunidade de assistir a um filme e debatê-lo, de poder projetar-se e identificar-se com as personagens de uma história. 
Todos nós – seres humanos – nascemos de uma história e a carregamos conosco. Temos é que praticar ouvi-las, vê-las, recontá-las, recuperar o ritual mágico das rodas de prosa onde trocávamos mundos e fantasias e nos permitíamos espaço para tantos outros. 
Se cada escola e suas salas de aula se tornarem um lugar para exibir histórias, falar sobre elas, trocar experiências e abrir espaço para perguntas que não querem calar, o cinema continuará vivo, sempre, porque ele está dentro de cada um de nós. 
Permitam-se ver e rever os filmes das caixas do Projeto. Exibam sempre. Pensem em cineclubes nas escolas. Expandam ideias e projetos a partir deste. Educar é reencantar, é instigar a curiosidade no indivíduo para a vida, para si, para o mundo, seja por meio da ciência ou da arte. Permitir que se saboreie o conhecimento, se for assistindo a um filme após o outro, melhor ainda. 
Luis Carlos Pavan Pesquisador da história 
do cinema, músico, produtor cultural 

Careimi Ludwig Assmann Bióloga, 
Mestre em Comunicação e Semiótica, produtora cultural

 Texto produzido por ocasião da videoconferência “Orientação para a continuidade das ações do projeto O Cinema vai à Escola”, exibida em 6 de setembro de 2011, pela Rede do Saber, e disponível em: www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Videoteca/tabid/179/language/pt-BR/Default.aspx 2012



segunda-feira, 24 de março de 2014

 Blogs interessantes sobre educação especial, sugeridos pelo REDEFOR

http://educadoraespecial.blogspot.com.br/